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[RESENHA] Caixa de Pássaros


CAIXA DE PÁSSAROS
Autor: Josh Malerman
ISBN: 9788580576528
Editora: Intrínseca

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Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
“Um livro que deve ser lido só uma vez. Ninguém havia escrito uma história de terror como essa antes”. Assim é a epígrafe indireta, que vem impressa na capa do livro CAIXA DE PÁSSAROS, de Josh Malerman. Bom, como todo rato de livraria e fã de Stephen King, eu rapidamente me animei com a possibilidade de passar horas arrepiantes em companhia deste livro recém lançado pela editora Intrínseca. 

À primeira vista, a trama lembrou-me vagamente o livro Contos de terror do Tio Montague, lançado há alguns anos por outra editora. Entretanto, trinta páginas depois, essa impressão dissolvia-se em meio aos milhões de pensamentos para as possibilidades dessa história tão intensa. 

Trata-se de um thriller psicológico bem aterrorizante, que tem como tema principal o MEDO, na sua forma mais intensa. Nele, temos a história de Malorie, uma jovem que faz até o impossível para tomar conta de seus dois filhos. Aliás, um comentário pessoal sobre este personagem: ela foi tão bem caracterizada, que o leitor chega a sentir-se dentro de sua pele, vivenciando seus medos e seu sofrimento. 

O cenário dessa história toda? Um mundo caótico, onde criaturas espalhadas por todos os cantos, só de serem avistadas, levam qualquer um à insanidade. 
Na calçada, um casal passa com o jornal cobrindo o rosto até as têmporas. 
Malorie, no início, julga que sua irmã Shannon é uma mulher ingênua, que se deixa levar pelas notícias (até então desacreditadas). Depois, quando a realidade bate a sua porta, a protagonista também acaba se rendendo ao pânico que toma conta de todos ao seu redor. 
Alguns motoristas dirigem com os retrovisores virados para cima. Distante, Malorie se pergunta se aqueles são sinais de que a sociedade está começando a acreditar que há algo de errado. E se houver, o que é?
O livro é todo narrado em terceira pessoa, intercalando passado e futuro o tempo todo. Isso, no entanto, não afeta em nada a compreensão do leitor e sua admiração e seu fôlego para continuar a leitura. Essa “estratégia” do autor torna a leitura um tanto claustrofóbica, mas contagiante. 
Remar vendada é ainda mais difícil do que Malorie havia imaginado. Já aconteceu de muitas vezes o barco bater nas margens e ficar preso por vários minutos. Durante esse tempo, ela foi tomada por imagens de mãos invisíveis tirando as vendas dos olhos das crianças. Dedos emergindo da água, surgindo da lama das margens. 
Um ponto negativo? Também encontrei. A maioria das perguntas que ficam no ar durante toda a narrativa não são respondidas. Fica óbvio que isso é proposital, mas, a meu ver, prejudicou um pouco o final da trama. 
Um homem no fim do corredor abre uma caixa de curativos. Então põe um deles sobre o olho.
Enfim, siga o conselho que o próprio autor nos dá: não leia este livro de noite e só o leia uma vez. O terror lhe fará companhia!



[RESENHA] A Verdade Sobre Nós


A VERDADE SOBRE NÓS
Autora: Amanda Grace
ISBN: 9788580575378
Editora: Intrínseca

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Madelyn Hawkins está cansada. Cansada de ser sempre perfeita. Cansada de tirar A em tudo. Cansada de seguir à risca os planos que os pais fizeram para ela. Madelyn Hawkins está cansada de ser algo que não é, algo que não quer ser. E então ela conhece Bennet Cartwright. Inteligente, sensível, engraçado. A seu lado, ela se sente livre e independente. Uma história que poderia muito bem ter um final feliz, não fosse por um detalhe: Maddie tem apenas 16 anos, e Bennet, além de ter 25 anos, é seu professor. Pressionada pelos pais a participar de um programa para jovens talentos, Maddie pula dois anos do Ensino Médio e vai direto para a faculdade, onde conhece e se apaixona pelo professor de biologia. O sentimento é recíproco, e para dar uma chance àquele novo relacionamento que lhe faz tão bem, ela decide não contar para Bennet sua idade. Não demora muito para que as coisas comecem a dar errado, e as consequências da farsa de Maddie ganham contornos devastadores quando a verdade vem à tona.
Garotas inteligentes não deveriam fazer coisas estúpidas. A frase que abre a contracapa do livro de Amanda Grace, pseudônimo bem bolado para Mandy Hubbard, já dá um grande e convidativo abraço nos possíveis leitores desta narrativa simples, sem grandes dificuldades, mas cheia de curvas e altos e baixos. 

Madelyn Hawkins (cujo nome em si já intitula como nerd), é uma garota prodígio que é praticamente obrigada pelos pais a participar de um programa para jovens talentos, saltando dois anos no ensino médio e passando a cursar algumas matérias na faculdade. 

De cara, logo no primeiro dia, Madelyn se encanta pelo professor de Biologia, o estonteante Bennet Cartwright (nome difícil, não?), mas pensando primeiramente que nunca teria qualquer chance com ele. 
Nunca vou entender por que você reparou em mim, com uma garota como aquela sentada a meu lado. Passei a vida toda sendo invisível por causa de garotas assim. Garotas que destilam o tipo de sensualidade que não consigo fingir nem em frente ao espelho do banheiro. 
Desde o início, fica evidente que Madelyn tem sérios problemas de autoestima e tenta, desesperadamente, perder a imagem de menina perfeita que sempre teve. Quando a trama principal tem início, ela está bem cansada de ser quem é. Com a sinceridade em cima da mesa, posso assegurar-lhes que Madelyn é uma personagem difícil de entender. Em alguns momentos, é possível odiarmos ela. Em outros, sentimos pena. Mas na maior parte do tempo, ela paira numa dualidade que termina por irritar os leitores mais impacientes. 
E eu fingia muito bem, Bennet. Assim como depois daquele seu primeiro dia de aula, quando passei a tarde toda sentada no sofá, pensando em você, mas ainda meu pai pensou que eu ficara estudando, porque eu sabia que deveria abrir os livros e espalhar as folhas de exercícios assim que ele entrasse na garagem.
Pesquisando sobre a autora – que para mim era desconhecida – descobri que a mesma é muito querida nos Estados Unidos, justamente por escrever sobre histórias de amor polêmicas e pouco convencionais. Em A Verdade Sobre Nós não é diferente. A conturbada proximidade entre um professor e sua aluna de apenas dezesseis anos não seria bem vista em nenhum seguimento da sociedade. Hipocrisias à parte, arrisco dizer que isso talvez aconteça com mais frequência do que imaginamos. Eu mesmo conheço dois professores que se envolveram e casaram com suas alunas. Certamente a idade de Madelyn é o maior dos problemas nesse caso. 

O professor em questão é a personificação de tudo o que uma garota busca em um grande amor: bonito, inteligente e atencioso. E ele só “embarca” na provável relação com sua aluna, por acreditar que ela tem, de fato, dezoito anos completos. 
Talvez eu precisasse ter dezoito anos para entender. Talvez entrem aí os dois anos. Quem sabe com eles eu tivesse a capacidade de compreender o que está em jogo, de prever o que aconteceria em algumas semanas ou meses. Porque naquele momento, à margem do rio, eu certamente não tinha a capacidade de olhar para a frente e ver o que estava a caminho.
O livro é narrado todo através de cartas que a própria Madelyn escreve para seu amado. Cartas com um certo tom depressivo, melancólico, que dão a entender o quão previsível vem a ser o fim da obra, mas que também deixam leitoras e leitores, ainda mais curiosos para saber do desfecho. 

Algo que não gostei? O egoísmo da protagonista em vários pontos da narrativa. Acho que só a inveja é pior do que esse sentimento tão obscuro. 

Apesar de ter lido muitos comentários negativos sobre o livro, eu particularmente gostei muito de sua companhia. Só não o “devorei” mais rápido porque disponho de pouco tempo durante a semana. Caso contrário, dois ou três dias de “bom papo” seriam suficientes para que qualquer um de nós descobrisse o verdadeiro valor de A Verdade Sobre Nós: uma história de amor verdadeiro que, embora tenha tudo para dar errado, merece ser contada ao mundo.



TOP 5 - Livros Únicos

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Hoje vou estrear mais uma das novas colunas no blog: Top 5! Sempre achei divertido esse tipo de coluna e pensei: porque não? Afinal, eu estava mesmo atrás de algumas colunas e decidi tentar. 

Para começar, escolhi o tema "livros únicos". Vejo constantemente em grupos no Facebook pessoas pedindo indicações de livros que não façam parte de séries, por que não gostam de acompanhar ou por algum outro motivo. Então, decidi fazer esse Top 5 com bons livros únicos que eu já li e indico! Vamos lá?

www.diariodaalvorada.blogspot.com
5 - A CASA DAS ORQUÍDEAS
Olha, eu nem sou muito fã de romances históricos, mas recomendo demais A Casa das Orquídeas; lembro de ter gostado bastante dele <3 
Quando criança, a pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações. Agora, recuperando-se de uma tragédia na família, ela busca mais uma vez o conforto de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também tem uma história triste. No entanto, quando um antigo diário é encontrado durante uma reforma, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que destruiu o futuro de Wharton Park... E, assim, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado cruelmente pela Segunda Guerra Mundial, cujo frágil casamento estava destinado a afetar a felicidade de muitas gerações, inclusive da de Júlia.

www.psychobooks.com.br
4 - CARRIE, A ESTRANHA

Um dos primeiros livros que li do King! Não foi bem o que eu esperava, mas ainda assim não me decepcionou :)
Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.
www.parafraseandolivros.com.br
3 - SANGUE E CHOCOLATE

Ah, Sangue e Chocolate... adoro esse livro! A autora escreve muito bem e a história é muito envolvente, além de ter uma capa linda!
Sangue e Chocolate (Blood and Chocolate), escrito por Annette Curtis Klause, conta a história de Vivian Gandillon que saboreia a mudança, a dor doce e poderosa que a leva de garota à lobo. Com dezesseis anos, ela é bonita e forte, e todos os lobos jovens estão em seu pé. Mas Vivian ainda está de luto pela morte de seu pai; seu grupo continua sem um líder e em desordem, e ela se sente perdida nos subúrbios de Maryland. Ela deseja uma vida normal. Mas o que é normal para um lobo que precisa a todo custo esconder a sua identidade dos humanos? Vivian ganha a vida trabalhando numa loja de chocolates e acaba se apaixonando por um garoto humano, bom e gentil, gatoso um alívio bem vindo para ela. Ele é fascinado por magia, e Viviam deseja se revelar para ele. Provavelmente ele a entendêria sua natureza dupla e não sentiria medo ou repulsa como um humano normal faria. A lealdade dividida de Vivian é forçada ainda mais quando um assassinato brutal ameaça expor o grupo. Movendo-se entre dois mundos, ela não parece pertencer a nenhum dos dois e se sente perdida entre as regras de lealdade de seu mundo e a vontade de se revelar seu amado.
www.karinapinheiro.com.br
2 - BONECA DE OSSOS

Faz poucos dias que concluí a leitura de Boneca de Ossos e já estou nesse amor todo haha sério, o livro é muito bom; cheio de aventura, suspense e mistério! Primeiro livro que li da Holly Black; acabei me encantando com sua escrita.
Poppy, Zach e Alice sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo...
www.juoliveira.com
1 - O OCEANO NO FIM DO CAMINHO

Um dos melhores livros que já li! Não tenho palavras para dizer o quanto gosto de O Oceano no Fim do Caminho e de como ele me fez gostar ainda mais do tio Gaiman! 
Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.



Espero que tenham gostado das indicações! Semana que vem tem mais Top 5 :)



[RESENHA] A Hospedeira


A HOSPEDEIRA
Autora: Stephenie Meyer
ISBN: 9788598078595
Editora: Intrínseca

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Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.
A Hospedeira é um livro de ficção científica que fala sobre uma Terra invadida por alienígenas (conhecida como "Almas") que tomam os corpos humanos (chamados de "Hospedeiros") a fim de formar uma sociedade perfeita e salvar o planeta.

Logo no início, conhecemos Melanie, que vive fugindo dos alienígenas com seu irmão Jamie e que acaba conhecendo Jared, também fugitivo. Os dois se apaixonam e se unem.

Porém, eis que Melanie é pega pelos Buscadores, uma espécie de "polícia" alienígena e é levada para se tornar uma hospedeira. A Alma escolhida para vier no corpo de Mel é a Peregrina, ou Peg, que já viveu em quase todos os outros planetas e é considerada uma das mais experientes da sua espécie.

E é aí que o inesperado acontece: Peg entra no corpo de Melanie, mas Melanie continua lá, coisa que jamais ocorrera com outro hospedeiro; sempre que uma Alma passa a viver num corpo humano, a consciência do humano desaparece. Mel, por sua vez, precisa lutar para bloquear as suas memórias e proteger o irmão e Jared.
- Realmente acredito que se uma outra pessoa tivesse sido posta nesta hospedeira, Melanie a teria esmagado em questão de dias. Talvez seja um acidente, talvez o destino, mas a mim parece que o mais forte de nossa espécie está sendo hospedado pelo mais forte da espécie deles.
Dentro da cabeça de Peg inicia-se uma luta entre a verdade e o sentimento; Peg toma consciência do amor de Melanie pelo irmão e por Jared e compartilha desse mesmo amor, algo que ela jamais sentiu. Como em sua espécie não existe mentiras, manipulação, etc., ela tem muita dificuldade em ocultar dos seus semelhantes que a consciência de Melanie ainda vive e, além disso, lhe pede que encontre o irmão e o proteja.

Juntas, elas encontram uma espécie de comunidade da resistência, numa caverna onde os humanos conseguem, além de se esconder das Almas, manter a subsistência dos que ainda restam. Jared, ciente de que Mel já não existe mais, age de maneira um tanto quanto cruel com Peg, que é imediatamente defendida por Ian...

Com o tempo ela consegue provar que suas intenções são as melhores e que Melanie ainda está viva. E um novo sentimento nasce, não em Mel, mas na própria Peregrina: uma nova paixão, dessa vez por Ian, seu defensor dentro da comunidade. 

Nesse livro, Stephenie Meyer me surpreendeu (ok, confesso que esperava algo mais ‘Crepúsculo’ e fiquei aliviada em ver que não era nada disso) por conseguir descrever várias formas de amor: o amor romântico, tanto de Melanie por Jared quanto de Peg por Ian, o amor familiar entre Mel e o irmão, o amor à vida quando Peg decide ajudar os forasteiros em vez de se manter fiel aos alienígenas. Em minha opinião, o livro deve ser lido, especialmente por aqueles que não curtem muito as outras obras da autora.



[RESENHA] Os Forasteiros


OS FORASTEIROS
Autora: Michelle Paver
ISBN: 9788580574678
Editora: Intrínseca
Deuses e Guerreiros #1

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O jovem Hylas tem uma vida pacata, pastoreando cabras nas montanhas com a irmã. Até o dia em que homens com armaduras, lanças de bronze e a pele escondida por uma camada escura de cinzas atacam os dois. Hylas escapa, mas a irmã desaparece, e caberá ao irmão encontrá-la tendo como únicos aliados Pirra, a filha rebelde da Sacerdotisa Suprema, e um golfinho chamado Espírito. Para complicar ainda mais, ele está sendo caçado por guerreiros de armaduras negras. Os forasteiros é o primeiro volume da série Deuses e guerreiros, que se passa na Idade do Bronze.

Já faz algum tempo que li Os Forasteiros. Entretanto, a história é daquelas que fica por muito, muito tempo na memória dos leitores. E não é só pela qualidade do texto de Michelle Paver não. Primeiro, devo admitir que tenho uma queda bastante intensa por séries de livros, sobretudo daqueles que abordam temas ligados à antiguidade (se tiver a ver com a Grécia, então...), mas este livro se sobressai entre os outros, primeiro por sua capa extraordinária, que mostra os dois irmãos em meio a uma grande revoada de pássaros negros, num lugar tão sinistro quanto o enredo principal.
SE UM FORASTEIRO EMPUNHAR A LÂMINA, A CASA DE KORONOS HÁ DE QUEIMAR.
A história se passa na Idade do Bronze, que foi um período da história remota dos homens, em que ocorreu o desenvolvimento de ferramentas feitas de bronze. O bronze, por sua vez, é uma liga metálica, dura e amarelada, obtida pela mistura de cobre e estanho. A Idade do Bronze teve início em alguns lugares por volta de cinco mil anos atrás. Em outras regiões, começou bem mais tarde. Aprender a usar o bronze fez a sociedade humana dar um passo à frente em muitas áreas.

Já nesse ponto, torna-se óbvio o tamanho da pesquisa histórica que a autora Michelle Paver fez para a construção da narrativa. Ela, inclusive, faz um enorme favor aos leitores mais desatentos e incluiu na edição do livro um texto explicando parte da trajetória de seus personagens.
A história de Hylas e Pirra se passa há três mil e quinhentos anos, na Idade do Bronze. Como você deve ter concluído, a aventura se dá na área que compreendia a Grécia Antiga. No entanto, a Grécia da Idade do Bronze era muito diferente da Grécia Antiga dos templos de mármore e das esculturas clássicas (...) (p. 299)
O heroi da trama, Hylas, leva uma vida pacata nas montanhas pastoreando cabras em companhia de sua irmã. Isso, até o dia em que homens com armaduras e lanças de bronze atacam os dois. Ele, mesmo ferido, consegue escapar, mas sua irmã desaparece, dando início à trama principal do livro. Hylas é um órfão forasteiro (no livro, a palavra tem outra conotação: trata-se de uma raça excluída que é obrigada a viver nas florestas, mas são protegidos pelos deuses). 
Hylas era um forasteiro. Assim como Issi. Haviam nascido fora da aldeia; Neleos, o chefe, encontrara-os na Montanha quando eram pequenos e lhes dera serviço. No verão, os irmãos pastoreavam nos picos; no inverno, cuidavam deles no desfiladeiro (p.17)
O garoto inicia uma busca desesperada por sua irmã. Para isso, recebe a ajuda de Pirra, a filha rebelde da Sacerdotisa Suprema e um golfinho chamado Espírito. Este último é um dos personagens que mais se destacam em toda a trama. Perdido de sua família, ele é o responsável pelos momentos de comicidade e de maior interesse na trama. As confusões de Hylas e Pirra chegam a serem cômicas até o momento em que eles passam a se entenderem de verdade e se tornam amigos.
O golfinho se esfregou de leve nos dedos de Hylas. A pele era fria e incrivelmente macia, a coisa mais macia em que já havia tocado. Mais uma vez, ele passou nadando, roçando o flanco gentilmente contra a palma da mão de Hylas (...) (p.110)
O modo como são narradas as cenas de ação é simplesmente contagiante. Você assiste ao livro, ao invés de lê-lo. Poucos livros são assim. Poucos autores têm esse dom.

Para aqueles que cometeram a injustiça de comparar OS FORASTEIROS a Percy Jackson, por exemplo, explicito a fundamental diferença entre as duas obras. Os sentimentos que dão via a Hylas e seus amigos são, sobretudo, a lealdade e a confiança, pontos não muito comuns naquela época. Hylas, apesar de jovem, é concentrado em tudo o que faz. Mais uma vez, Michelle Paver, que já tinha espaço em minha estante depois de IRMÃO LOBO, não decepcionou.




[RESENHA] Os Pinguins do Sr. Popper



OS PINGUINS DO SR. POPPER
Autores: Richard & Florence Atwater
ISBN: 9788580570571
Editora: Intrínseca

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O Sr. Popper, pintor de paredes, tem um sonho: ser um intrépido explorador na Antártica e viver entre seus animais favoritos, os pinguins, ao lado de seu grande herói, o almirante Drake. Ele fica completamente admirado quando o almirante responde a uma de suas cartas e lhe envia uma encomenda com... um pinguim! Um pinguim de verdade! Logo o bichinho ganha uma companheira, e antes que se dê conta o Sr. Popper tem um rinque de patinação no gelo em seu porão e uma dúzia de lindos pinguins vivendo em sua casa. Quase sem dinheiro para alimentar a família e com uma dívida cada vez maior por conta de compras e mais compras de peixe fresco e camarões, o que o criativo Sr. Popper poderia fazer? Treinar seus pinguins e colocar o pé na estrada com um belo espetáculo, é claro! Uma história inesquecível que se tornou o clássico mais querido de várias gerações de leitores, convidando-os a imaginar, sonhar e acreditar que, sim, tudo é possível.
Na pequena cidade de Água Mansa, vivem os Popper's. O Sr. Popper é um exímio pintor de paredes e decorador. Sua esposa, a Sra. Popper, é dona de casa e cuida habilmente da árdua tarefa de manter a casa arrumada e cuidar do seu esposo e dos seus dois filhos, Jamie e Bill.

Com a temporada de decorações chegando ao fim, o Sr. Popper entra em "férias" até chegue a próxima primavera e o pessoal da cidade deseje redecorar suas casas. Sua esposa fica logo apreensiva por saber que passarão um tempo sem poder se dar luxos, mas sabe que irão conseguir. Os Popper's não são ricos, nem pobres; eles vivem numa humilde, mas confortável casa e já passaram por várias férias sem problemas maiores.

Em seu tempo livre, o Sr. Popper gosta de se sentar para ler, sempre acompanhado do seu cachimbo e de um globo terrestre que ganhara de presente. O pintor de paredes sempre desejou viajar a algum lugar fora de Água Mansa, especialmente ao Polo Sul, mas nunca deu um passo sequer fora da cidade. 

Certo dia, lendo Aventuras na Antártica, ele lembrou-se que no rádio iriam começar a transmitir o Expedição Drake à Antártica, narrando as aventuras do grande explorador que o Sr. Popper tanto admira. A Sra. Popper diz que isso não é nada, só um bando de homens no fim do mundo, mas fica surpresa quando, depois de o rádio ser ligado, ouve-se: "Alô, Mamãe. Alô, Papai. Alô, Sr. Popper".
- Alô, Sr. Popper, que está aí em cima, em Água Mansa. Obrigado pela adorável carta sobre as imagens de nossa última expedição . Aguarde uma resposta. Mas não por carta, Sr. Popper. Espere uma surpresa. Encerrando a transmissão.
Depois de passar a noite inteira sem dormir, de tão animado pelo fato de que o almirante Drake havia lhe dirigido a palavra, ele fica muito feliz ao receber o caixote que chegara por correio aéreo, no dia seguinte. Mas o que seria? Sem perder tempo, ele levou a caixa para dentro e começou a abri-la.
Ele tinha conseguido retirar as tábuas externas e parte da embalagem - uma camada de gelo seco - quando, das profundezas da caixa, de repente se ouviu um débil "ork".
Não havia dúvidas, o almirante Drake havia lhe mandado um pinguim! Ele estava sem palavras ao saber que agora tinha como animal de estimação uma criaturinha que tanto admirava! Havia lido tanto sobre eles, e agora ali estava um em carne e osso. Devido ao Gook constante que o pinguim fazia, o Sr. Popper decidiu chamá-lo de Capitão Cook.
Era uma criaturinha robusta de cerca de setenta e cinco centímetros de altura. Embora fosse do tamanho de uma criança pequena, parecia muito mais um homenzinho, com um colete branco e liso na frente e um longo fraque preto arrastando-se um pouco atrás.
Logo o Capitão Cook conquistou a família e ficou famoso pela cidade. Mas um dia, perceberam, ele não estava bem. Depois de chamarem um veterinário e de conversarem entre sim, o Sr. Popper entrou em contato com o dono de um grande aquário e descobriu que lá vivia uma pinguim que sofria do mesmo, e deduziram ser solidão. O rapaz logo deu à família Popper um novo animal de estimação e, ao Capitão Cook, uma companheira, que passou a se chamar Greta.

Os dias foram passando e logo a família cresceu. Já não eram dois pinguins e sim doze! Greta havia colocado dez ovos e agora o Sr. e a Sra. Popper não sabiam o que fazer para alimentar tantos animais, já que o homem da casa estava de férias. 


Mas então o Sr. Popper teve uma grande ideia: se existia focas treinadas para fazerem shows, por quê não poderiam existir pinguins treinados? E assim nasceram Os Pinguins Performáticos do Sr. Popper. Embarcando nessa jornada, toda a família Popper passa por grandes aventuras, sempre envolvidos nas peripécias dos pinguins, que se tornam uma febre por todo o país.

Encantador, Os Pinguins do Sr. Popper é um livro que deve ser lido por qualquer pessoa, independente da sua idade. Ele tem um misto de narrativa que nos remete à nossa infância e uma história tão bem bolada e hilária, que prende qualquer leitor que pegar o livro para ler. 

O livro foi adaptado para cinema. O filme teve como título Os Pinguins do Papai e foi estrelado por Jim Carrey. Apesar do filme ser bom por si, não tem muita ligação com a história do livro.

Eu, particularmente, me apaixonei pelo livro; não esperava gostar tanto! Os pinguins são as criaturas mais inteligentes e engraçadas que já vi em todas as histórias que li e a narrativa dos autores é tão hilária quanto, além das ilustrações incríveis do livro e da trama feita com originalidade. Reforço o que eu disse: ninguém pode deixar de ler Os Pinguins do Sr. Popper!