[RESENHA] Dezesseis Luas
DEZESSEIS LUAS
Autoras: Kami Garcia, Margareth Stohl
ISBN: 9788501086914
Editora: Galera Record
Beautiful Creatures #1
Quando Lena chegou a Gatlin, eu só tinha certeza de uma coisa: ela não se parecia com ninguém que o pessoal daqui já vira. E as diferenças não estavam apenas na aparência. Eu tinha certeza que já havíamos nos encontrado antes, talvez nos sonhos. É, sei que parece idiota, mas eu vinha sonhando com alguém há tempos, alguém que eu não conhecia, alguém que, no sonho, precisava ser salva, ou tipo isso. Antes de Lena eu estava contando os meses para deixar Gatlin, mas agora era diferente: havia Lena. E havia algo entre nós, uma atração que eu não conseguia explicar. Eu precisava conhecê-la melhor e entender o que eu estava sentindo. Mas, para me aproximar, teria que enfrentar o tio com fama de louco dela; Amma, nossa governanta supersticiosa, que tinha praticamente me criado; meu pai, que desde a morte de minha mãe só ficava trancado no escritório “trabalhando”; meus amigos e inimigos, as garotas populares da escola... E ainda havia o segredo, um tipo de segredo que não ficaria oculto por muito tempo em um lugar como Gatlin, um tipo de segredo que pode mudar tudo a sua volta...
Oi, pessoas! Eu voltei! (ainda não sei se para ficar, pois eu andei atrasando...) E aí, como vocês estão? Espero que tudo bem com todo mundo! Minha idéia eram resenhar primeiro “O Iluminado” (disponível aqui) para vocês e, logo em seguida, o novo lançamento de Stephen King, que inclusive é a continuação do anterior, “Doutor Sono”. Mas... a livraria (que manterei sob sigilo, mas saibam que reclamei com eles com veemência) demorou para entregar meu exemplar, por isso não consegui lê-lo ainda. E, como o combinado é que eu faça duas resenhas por mês, resolvi trazer para vocês a saga Beautiful Creatures.
Alguém aqui já conhece? Bom, a maioria já deve conhecer, mas para os que ainda não, vamos lá! Já no início da trama, somos apresentados à cidade de Gatlin. Ethan Wate é o personagem que irá nos narrar a história, no início até um tanto quanto detalhado. Mas isso é importante, por que é assim que nos entendemos por que as situações acontecem da forma como acontecem.
Explico-me: é que a cidade de Gatlin é muito pacata. Na opinião de Ethan, pacata até demais. E é por isso que, antes da chegada de Lena, Ethan só pensava em terminar o colégio e ir embora, já que cidades pequenas são um espaço propício a mexericos, alianças, desavenças... além disso, a mãe de Ethan havia falecido há pouco tempo e, desde então, duas coisas vinham lhe perturbando. Em primeiro lugar, já quase não vê seu pai, que após perder a esposa passa trancado em seu escritório; em segundo, as condolências e a forma como as pessoas de Gatlin lhe tratam por sua perda, são algo que lhe exaspera.
Assim, a única coisa que ele espera é sua ida à faculdade, para que possa iniciar uma nova vida, em outro lugar. Claro, isso até a chegada de Lena. E que parece ser diferente de qualquer uma das outras garotas que freqüentam a escola, ou que ele já tenha conhecido. Seu estilo próprio, seu ar evasivo, e os mistérios que a rondam - um tio considerado maluco, morar em uma mansão considerada amaldiçoada – são alguns dos fatos que parecem ouriçar a comunidade a partir de sua chegada.
O certo e o fácil nunca são a mesma coisa.
Mas não é só isso. O interesse visível de Ethan na garota, faz com que uma antiga namorada, que se sente preterida, comece uma campanha de boicote à Lena. E é ai então que coisas estranhas começam a acontecer. Vidros que se quebram sem explicação. Mudanças bruscas de temperatura. Vendavais. O que estaria acontecendo? E os estranhos boatos circulantes, de que Lena foi expulsa de outras escolas, por ser considerada um perigo aos outros alunos, seriam verdadeiros?
Afora tudo isso, existe ainda o fato de que Ethan vem sonhando com uma garota misteriosa, que precisa ser salva de alguma coisa, mas sem que ele consiga entender de fato o que isso seria. Mas não estaria ele confundindo as coisas? Afinal de contas, sonhos são apenas sonhos. Ou será que não?
Eu sempre pensava nela. Sempre voltava a ter o mesmo sonho, mesmo não conseguindo explicá - lo. Então, era esse o meu segredo, tudo que queria contar. Eu tinha 16 anos, estava me apaixonando por uma garota que não existia, estava ficando louco.
Bom, vi de tudo um pouco em “Dezesseis luas”. Entrei em contato com muita drama, suspense, fantasia (afinal há os Conjuradores, que eu não vou dizer para vocês quem são), alguns momentos cômicos, e um mistério que parece que ficará para os próximos livros para ser desvendado.
Claaaaaaro que desde o início sabemos que Ethan e Lena vão acabar juntos, e que alguns personagens são um pouquinho clichês. Mesmo assim, adorei a forma como as autoras conseguiram montar a trama.
Ela olhou para mim, e o mundo inteiro desapareceu. Como se houvesse nós dois, como se sempre só fosse haver nós dois. E não precisássemos de magia para isso. Era meio que feliz e triste, tudo ao mesmo tempo. Eu não conseguia ficar perto dela sem sentir coisas, sem sentir tudo.
Gostei muito da narração de Ethan, não estava acostumada com narrações feitas por uma perspectiva masculina, ficou muito interessante. Já a capa ... eu ainda prefiro a original do que a do filme. Sei lá, parece que tem mais a ver com a história do que a outra. Pelo menos, a imagem mental que faço de Ethan é diferente da do ator que o interpretava. E vocês, o que acharam? Bom, de toda forma recomendo!
















