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Dicas de Escrita #4 - Teoria Big Bang




Olá queridos leitores tudo bem com vocês? Aqui é Leandro Schulai mais uma vez e antes demais nada queria pedir desculpas pela demora da nova coluna. O que aconteceu na verdade é que estive de férias descansando a mente, mas agora estou de volta com dicas fresquinhas. Lembro de ter comentado na última coluna sobre a escolha do tema, agora vamos para a preparação do livro. Já devo ter dito isso aqui antes, mas acho sempre bom reforçar a questão da empolgação do autor. Pouquíssimos se planejam antes de escrever e quero nessa coluna pegar no pé justamente com isso. Vou passar algumas dicas de preparação do original que vão deixar a produção do livro muito mais simples.

Quem nunca sentiu um branco na hora de escrever uma cena? Sabe aquele momento que você para o livro na metade porque não sabe como terminar? Esse tipo de situação pode ser evitada tranquilamente, com a técnica que chamamos de “big bang”. O porquê desse nome? Simples, porque começaremos nosso livro do menor elemento até o maior. Com isso vocês pensam, o que se identifica como o menor elemento de um livro? Resposta: “uma palavra”. 

Confusos? O processo é simples. Tentem definir o livro de vocês em uma palavra, aquela que definirá o contexto da trama, o sentimento que a move, o que é destacável, o que a torna forte? 
Exemplos:

Harry Potter e a Pedra Filosofal: Descoberta

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Redenção

Percy Jackson e o Ladrão de Raios: Descoberta

Querido John: Distância

Conseguem entender? Cada um desses famosos livros foram definidos em uma palavra. Sabemos que o HP e a Pedra Filosofal é o livro que falará de uma descoberta, que é a do Harry e tudo o que girará ao redor dele através disso. 

Captaram?

Depois da palavra resumam seu livro em uma frase. Aquela que mexa com os leitores, que seja forte, direta, simples e potente.

Exemplos:

Crepúsculo: Uma mulher comum e um vampiro excepcional, um amor jamais antes visto.

Jogos Vorazes: Uma arena, um país em frente a uma televisão, porém apenas um sobrevivente.

Entenderam?

Com o livro definido em uma frase parta para a sinopse. A sinopse é fundamental, pois é através dela que o leitor comprará seu livro. Um bom truque para sinopse é começar com uma pergunta que aguce a curiosidade de quem está lendo em responder. Geralmente essas perguntas são fortes e remetem a realidades impossíveis. Outra técnica é dramatizar ao máximo a história a ser vivida pelo protagonista. Para ele será sempre “a maior aventura de sua vida”, “algo jamais visto”, “o maior conflito de todos os tempos”. Pensem uma coisa: leitor não quer história comum, pra isso ele já tem a vida dele. O autor tem que fantasiar, crescer e forçar todos os tipos de situações inimagináveis para que o leitor possa fugir da dele. Veja m todos os Best Sellers e leiam suas sinopses. Impossível não se sentirem atraídos.

Com a sinopse pronta agora só falta mapear o livro em cenas. Sabem o que é cena? Então esperem que a próxima aula promete!

Até mais!

-Leandro Schulai

Dicas de Escrita #3 - Escolhendo o Tema.




Olá leitores tudo bem? Aqui é Leandro Schulai de novo com mais uma coluna com dicas literárias pra vocês. Na coluna de hoje vamos começar a “meter a mão na massa” e começar a entrar no processo criativo de um livro, mas antes de já ir pras técnicas e dicas de escrita, acho um tema fundamental para discutirmos que é a escolha do tema. Um tema é a alma do seu livro e ele que ditará seu ritmo de escrita, estudo, pesquisa e dependendo do que escolher é até indicado que não prossiga dependendo do seu status de vida atual.  Por exemplo: digamos que seu livro vá tratar sobre uma moça desastrada e que é extremamente cômica, mas você acabou de perder seus pais em um acidente de carro. Um pouco bizarro não acham? 

Tentem pensar exatamente no que querem escrever, o porquê querem e quanto conhecem do assunto. Não adianta querer escrever um livro que mostre o dia a dia de um político se você não sabe como fazer. Obviamente os escritores não conhecem minuciosamente tudo que escrevem, mas todos pesquisam muito o tema, lugar, cenário e contexto dos seus livros e muitos chegam até a fazer trabalho de campo como viagens e períodos de vivência com seus personagens algo. Então, como no meu caso, se vai falar da Grécia, mas nunca esteve lá estude, pesquise, assista filmes, veja fotos, leia livros, converse com algum grego ou quem conheça um, se intere, faça tudo o que for possível antes de se aventurar a escrever sobre. Pense que o seu personagem, se viver na Grécia, terá um dia a dia e pense em transportar um dia a dia brasileiro para um grego. Será que lá tem metrô? Como é o processo de ensino lá? Quanto eles pagam de impostos? Quais feriados eles comemoram? Um exemplo real que aconteceu comigo é que na primeira vez que estava escrevendo O Vale dos Anjos – O Torneio dos Céus, eu fiz um capítulo sobre o Natal em Atenas e depois de quase estar terminando o livro que fui descobrir que a Grécia tem como religião dominante a ortodoxa e eles comemora o Natal só em 6 de Janeiro então imaginem o quanto sofri pra arrumar. Não queiram passar por isso!

Depois de pensar no tema e se conhece suficientemente bem do assunto que vai escrever pense na seguinte questão: o que torna seu livro especial? Vamos dizer que você queira escrever sobre vampiros, mas já existem pelo menos 200 histórias diferentes dos mais variados pontos de vistas, tempo, local e circunstância então com tanta história porque alguém compraria a sua? Qual o diferencial dela? Vejam que todos os livros Best Sellers são diferenciais em alguma coisa. Saia do óbvio! Todo livro tem que ter algo que faça a pena ser escrito e se o seu não tiver desista.

A dica final é sobre o seu objetivo com a escrita. O que quer escrevendo esse livro? Publicar e virar o novo George Martin ou quer apenas compartilhar suas ideias com amigos? Veja que essa é uma questão crucial para todo o seu futuro literário. Se você quer publicar sua história então terá de ser extremamente autocrítico, minucioso, detalhista e pensar na seguinte questão: você estará escrevendo para seu leitor e não para você e por isso terá de se privar de qualquer ego e agir de acordo com o que teu leitor espera de você agora se você quer apenas praticar, escrever sem compromisso ou compartilhar seus pensamentos com amigos o caminho é mais leve, mas cuidado porque nunca se sabe como estará sua cabeça no futuro, por isso, mesmo sem a pressão da qualidade também não é recomendável que se escreva de qualquer jeito por isso um pouco de conhecimento e algumas dicas, como essas, são sempre bem vindas.

Dica anotada? Espero que tenham gostado!
Qualquer dúvida só me adicionarem no Facebook como Leandro Schulai ou no Twitter como @schulai.

Valeu!

- Leandro Schulai

Dicas de Escrita #2 - Praticando a escrita





Olá queridos leitores, tudo bem com vocês? Espero que tenham gostado do primeiro texto com dicas para novos escritores. Na coluna dessa semana vou abordar um tema muito bacana que é a prática da escrita. Sei que todos que devem estar lendo seus textos ou estão escrevendo ou querem escrever um livro, mas acredito que tanto para quem já tem livros escritos, como principalmente para quem nunca escreveu nada, a prática da escrita é fundamental para aprimorar suas habilidades, testar estilos de escrita, conhecer a opinião do público leitor, dentre outras.

A prática da escrita pode ser feita de diversas maneiras. A primeira maneira de praticarmos é justamente o que estou fazendo nessa coluna: a criação de textos dissertativos. Uma boa tática é a elaboração de resenhas de livros que vocês gostaram e também não gostaram. Podemos ver hoje em dia a gigantesca quantidade de blogs literários e como temos diversos estilos de resenha, que vão desde escritas elaboradas e emocionantes até textos simples, ou sinopses estendidas. Com essa resenha, vocês terão contato com leitores pela primeira vez e poderão melhorar algumas habilidades como ortografia, sentido do texto, interação com leitores e defesa de idéia. O bom que para fazer isso só precisam de boa vontade, porque sites como o skoob oferem espaço para resenhas, por isso é só colocar a mão na massa.

Outra prática de escrita muito comum em alguns escritores e altamente recomendável é a criação de contos. Os contos hoje são considerados a porta de entrada para muito escritores, seja para os novatos ou para aqueles que vão se aventurar em outro estilo, os contos nos permite criar histórias curtas, porém com a grande maioria dos elementos que encontramos nos livros, tais como criação de personagem, clímax, desenvolvimento da trama, superação do final. Geralmente através dos contos já pode-se perceber a qualidade da pessoa em escrever, mesmo sabendo que existem algumas técnicas próprias apenas para contos, mas  os elementos citados são nitidamente perceptíveis e fundamentais para quem quer se aventurar em seu livro solo.

O mais interessante da Antologia é que mais do que publicar em um blog, site, você pode tentar publicar o conto em alguma Antologia. Para quem não sabe, Antologia é o nome dado para um livro composto apenas de contos. Geralmente as Antologias têm algum tema para que os autores elaborem suas histórias e isso permite a um autor criar vários textos e participar de vários livros, podendo testar seu poder de escrita e de divulgação do seu nome. Eu já organizei duas antologias e tive o prazer de lidar com mais de 100 autores. Esse tipo de trabalho me fez conhecer diversas histórias e ver quem estava por trás dos textos. Em muitos contos vi potencial naqueles que os criaram e essa é a afirmação que vocês precisam para então se aventurar em sua obra solo. Diferente do blog, onde os leitores não pagam nada e mais da metade são conhecidos do autor, uma Antologia permite que seu conto seja lido por pessoas completamente desconhecidas, que por estarem pagando pelo valor da obra vão exigir histórias de qualidade, o que garantirá ao autor um feedback sincero, pelo menos na maioria das vezes.

Por último, e não menos importante, ficam as dicas que fogem do ato de escrever, mas que considero uma prática de escrita: manter-se entretido ao máximo. Leiam diversos livros, assistam milhares de filmes, séries, peças de teatro. Ouçam música, observem as pessoas na rua. Tudo o que for entretenimento gera diversão e inspiração. Quantas vezes me lembro de arrumar inspiração vendo Matrix ou ouvindo Linkin Park? Com certeza essa prática fez algumas cenas do meu livro bem mais interessantes, pois eles eram o estopim para minha confiança e desejo de seguir em frente. Praticar a escrita agregando conhecimento é fundamental para todos os autores, principalmente aqueles que escrevem literatura fantástica, que por sinal será bastante abordada na próxima coluna.

Essa foi mais uma coluna Dicas de Escrita! Espero que tenham gostado e deixem seus comentários que responderei quaisquer perguntas que vierem a surgir. Boa sorte e jamais desistam!


- Leandro Schulai

Dicas de Escrita #1 - Conciliando a vida pessoal e a literária .




Olá leitores, tudo bem?

Sou Leandro Schulai, autor da série O Vale dos Anjos, organizador das antologias Corações Entrelaçados e da futura Amores Impossíveis. Para quem não me conhece pelos livros, também fui membro da Revista Fantástica, da República dos Escritores e possuo um canal no youtube conhecido como Na Mira dos Livros. A partir de agora tentarei lhes trazer dicas que envolvam o universo da escrita desde técnicas para escrever um livro até como se portar em uma negociação com editoras.

Nessa primeira coluna abordarei um tema bem interessante e que deve ser o primeiro item a ser considerado na vida de um escritor: O Tempo. Acredito que vocês devem saber, mas quase todos os escritores brasileiros não vivem da escrita por isso, além da paixão pelos livros, nós temos muitas vezes atividades complementares e que, bem ou mal, são as atividades que trazem o sustento para nossas vidas. Com isso, todo o horário comercial é tomado deixando de sobra apenas à noite e os finais de semana e ai começam os problemas. Viagens, cursos, compromissos familiares, passeio com a namorada e quando se cria consciência para escrever a semana acabou.

Infelizmente esse retrato é muito comum entre os escritores. Mesmo aqueles que vivem da escrita também possuem dificuldade, pois quem vive da escrita é porque possui um número de vendas elevado e isso requer palestras, feiras, viagens, entrevistas e acreditem o tema é ainda mais escasso. Com esse cenário fica a pergunta: como conciliar a vida pessoal com a literária? Essa é uma pergunta que muitos já devem ter feito a si mesmos e acredito que antes mesmo de pensar em escrever um livro, o escritor precisa ter em mente um plano organizacional de tempo, pois não adianta ter uma excelente idéia se você não consegue nem começar a desenvolvê-la.

O primeiro passo a ser dado é: quanto do meu tempo eu consigo dispor para escrever? Quais são minhas atividades e quais são suas periodicidades? É fundamental que você organize sua agenda, pois apenas depois dessa separação é que você conseguirá distribuir seus horários. Com essa separação feita é hora de separar o tempo para escrever. Um erro comum dos escritores é prometer a si mesmo que escreverá 30 horas por semana, mas no fim não conseguem nem três. Escritores experientes já separam horários diários na sua agenda e distribuem o tempo entre 80% de planejamento e 20% de execução. Para se escrever é necessária inspiração e principalmente consciência do que será colocado no papel, senão será apenas um juntado de informações sem nenhum sentido. 

Com isso em mente coloque uma meta. Que seja uma página por dia, o que é uma ótima meta. Veja que os livros têm em média 300, 400 páginas o que faria seu livro ficar pronto em um ano em média, nada mal um livro por ano não acham? Com esse espaço de tempo reservado o escritor pode utilizar-se de horários mistos. São zonas de horário que podem ser utilizado para escrita quando o período for de exigência de produção de texto, de divulgação do livro para quando ele ficar pronto e até para descanso quando a semana estiver puxada. Lembre-se que todo escritor tem vida pessoal e não adianta trabalhar e depois se refugiar para escrever, pois senão ele será um escritor frustrado. Há tempo para tudo desde que seja bem organizado. Ver a família, trabalhar, estudar, escrever e ver os amigos. Tudo isso é possível acreditem.

Outra dica fundamental é a qualidade de uso do seu tempo. Se você é aquela pessoa que fica jogando Candy Crush no trem então você precisa mudar seus hábitos. Se nesse tempo que está no trem você poderia aproveitar para ler um livro com técnicas de escrita, planejar seu livro, estudar, ou até mesmo assistir uma série ou alguma outra atividade que faria em casa. Se em um intervalo de tempo, você conseguir efetuar mais de uma atividade então você terá tempo de sobra e com isso conseguirá absorver mais atividades. Mas tome cuidado! Não adianta fazer um milhão de coisas e todas mal feitas. É preciso qualidade e dedicação, por isso só se aventure a essa dica se estiver preparado, confiante e disposto a encarar esse desafio.

A última dica é o cuidado na hora de escrever. Hoje, 99,99% dos escritores criam suas obras em computadores e uma boa parte utiliza-se da escrita ao mesmo tempo em que está conectado à internet. O que eu sugiro é que ou você escreva em um horário em que quase nenhum amigo seu esteja online ou que você desligue a internet na hora da escrita. Eu já passei muitas e muitas vezes por situações complicadas de ter que interromper minha escrita para falar com amigo no facebook e fora muitas vezes. Hoje escrevo nas madrugadas, ou com a internet desligada. Simples assim.

O tempo pode ser seu maior aliado, mas também seu maior vilão. É uma ferramenta maravilhosa, única e com capacidade limitada. Cabe a vocês descobrirem como utilizá-lo. Lembrem-se: O tempo não para!

- Leandro Schulai