[RESENHA ESPECIAL] Fragmentados

11:30 1 Comments A+ a-

Foto: Parafraseando Livros
FRAGMENTADOS
Autor: Neal Shusterman
ISBN: 9788581635194
Editora: Novo Conceito
Fragmentados #1

- cedido em parceria com a editora - 

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No futuro, após a Segunda Guerra Civil e após serem criadas várias emendas constitucionais, surgiu uma lei chamada de "Lei da Vida". Essa lei define que, enquanto os jovens tiverem entre 13 e 18 anos, seus pais, caso decidam que eles são problemáticos ou indesejados, podem permitir que o filho seja fragmentado, um processo no qual o corpo é dividido em várias partes que serão doados a pessoas que não as tem (como doar orgãos). Algumas pessoas acreditam que a fragmentação é uma outra forma de viver, mas aqueles que serão fragmentados sabem que é apenas uma outra forma de morrer.

Nesse futuro, vivem Connor, Lev e Risa, três jovens completamente distintos em suas personalidades e crenças, que descobrem que serão fragmentados. Por destino ou acaso, eles se encontram de forma improvável e, mesmo que Lev não concorde no início, todos os três passam a ter uma certeza: nenhum quer ser fragmentado.

Você aprende uma coisa depois de ter vivido tanto que eu vivi: as pessoas não são completamente boas ou completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz.

Premissa interessante, não é? Uma distopia bem diferente do que estamos acostumados, Fragmentados é um livro que consegue falar sobre a atualidade e mostrar um futuro realmente crível e ao mesmo tempo assombroso. Mas, sabem de uma coisa? Eu não gostei!

Quando soube do lançamento, li a sinopse, vi o teaser, li os vários comentários e etc, minhas expectativas pelo livro estavam altíssimas e, hoje, ainda acho a premissa muito poderosa e que poderia ter dado bastante certo, mas eu, Henrique, achei a leitura um tanto entediante e revoltante.

Achei a narrativa sem ritmo, do tipo que não desperta o interesse do leitor; eu lia, lia e lia e não saía do lugar e a leitura, que devia me proporcionar prazer, acabou se tornando mais uma tarefa que eu não queria cumprir. Tentei, de verdade, mas, pouco depois da página 100, eu cansei e abandonei a leitura, infelizmente. Primeiro livro abandonado do ano!

Mas, então qual a razão de uma resenha especial? Simplesmente pelo fato de que não é justo que você, que ainda esteja indeciso entre ler ou não o livro, possa desistir ao saber que eu nao gostei; eu vi que muita gente adorou o livro, de verdade (estou tentando entender essas pessoas), e convidei algumas dessas pessoas a falarem um pouco sobre ele aqui, para equilibrar as opiniões.

A Ágatha, do blog StarBooks, por exemplo, recomenda o livro:

"Quando vi o booktrailler de Fragmentados, me peguei pensando o quão peculiar esse livro era e o quão cruel uma pessoa tinha que ser para permitir que o próprio filho seja fragmentado. Ao começar a ler o livro, eu não sabia muito o que me aguardava, mas as páginas foram passando e eu me peguei envolvida com a história dos personagens, seus dramas e a suas lutas não por escolhas, melhorias de vida ou por um governo melhor, mas sim pela oportunidades de continuarem vivos e não divididos em vários pedaços só por que alguém decidiu que eles não valiam o esforço. Fragmentados é uma distopia peculiar e simples, que me agradou e que eu recomendo bastante."

Já a Mari, do Magia Literária, simplesmente AMOU o livro. Ela gostou muito mesmooo e não hesitou em dizer sim quando a convidei a comentar sobre o livro. Vejam:

"Fragmentados é o tipo de livro que não te permite apenas lê-lo; você tem que entender os personagens, sentir o que eles estão sentindo e, principalmente, ter uma opinião sobre tudo. Neal Shusterman criou uma história fascinante que consegue mostrar desde a bondade até a crueldade humana de maneira real e, quando ele diz nos Agradecimentos do livro que "o que separa a ficção da realidade é mera racionalização", ele está completamente certo e fiquei feliz de ter entendido o objetivo do autor durante a leitura. Connor, Risa Lev e todos os fragmentários merecem sua atenção e só posso recomendar que leiam o livro o quanto antes e não deixem essa história passar."

Então, por quê eu não gostei, enquanto outros gostaram tantos? Talvez tenha sido apenas o acaso; às vezes, simplesmente não nos identificamos com a história... Talvez eu não estivesse num bom momento para lê-lo... Não dá para saber. 

Mesmo eu não gostando, acho justo que deem uma chance à leitura. Quem sabe vocês não amam também?



1 comentários:

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Érika Rufo
AUTHOR
1 de novembro de 2015 08:22 delete

Poxa Henrique, que pena que vc não gostou. Tem livros que realmente não funcionam com a gente, né?
Acho a premissa desse livro muito interessante e também fiquei pensando: como um pai pode ter coragem de deixar que seu filho seja desfragmentado?? Realmente muita crueldade...
Gosto muito de distopias e vendo o tanto de gente que gostou acho que vou dar uma chance pra ele. Talvez eu acabe gostando.

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