[RESENHA] Matando Borboletas

11:41 7 Comments A+ a-


MATANDO BORBOLETAS
Autora: M. Anjelais
ISBN: 9788576863366
Editora: Verus

- cedido em parceria com a editora -

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O primeiro amor, a inocência perdida, e a beleza que pode ser encontrada até nas circunstâncias mais perversas. Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência. Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos. Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo.
Há muitos anos, Sarah e Leigh se conheceram e se tornaram melhores amigas; juntas, elas planejaram suas vidas e fizeram um plano. Sarah teria uma filha chamada Sphinx e Leigh teria um filho chamado Cadence; eles seriam melhores amigos e, um dia se casariam. O plano deu certo, até certo momento.

Certo dia, Cadence esmagou uma borboleta nas mãos sem razão alguma e o pai de Sphinx percebeu que havia algo de errado com ele; Sarah preferiu ignorar, dizendo que ele não sabia o que estava fazendo. Algum tempo depois, quando os pais de Cadence se divorciaram, o garoto cortou o rosto de Sphinx com um canivete. 

O tempo passou e Leigh se mudou para a Inglaterra com Cadence, afastando-se fisicamente de Sarah e Sphinx. Cadence passou a visitar um terapeuta e cada família viviam suas próprias vidas. Quando os garotos já estão com dezesseis anos, em meio à relação por telefone, Leigh conta a Sarah que Cadence foi diagnosticado com um tipo de Leucemia e que tem menos de um ano de vida.

Mesmo sabendo que Cadence a machucou, Sphinx ainda lembra de como seu amigo era brilhante e, mesmo estando receosa, ela vai passar uma semana na Inglaterra, junto com Sarah. Durante seu tempo na presença de Cadence, Sphinx começa a perceber que, depois de todos esses anos, ele não mudou nada e ao mesmo tempo mudou tudo; ele agora é um homem, mas dentro de si ainda tem aquele garoto carismático, com as mesmas manias de sempre. E, enquanto a doença de Cadence progride, Sphinx vai encaixando peças dentro de sua memória e entendo mais o comportamente do garoto, à medida que o relacionamento dos dois passa por várias reviravoltas e momentos de tensão.
Cadence e eu estavámos lá quando nossas mães fizeram seus planos, quando nos deram nomes, quando nos prometeram um ao outro.
Matando Borboletas me foi um livro um tanto estranho; ele começou bem, intrigante e diferente, mas depois a história começou a desandar um pouco. Eu esperava muito mais do livro.

Narrado na visão de Sphinx, o livro vai aos poucos contando sobre o passado deles e sobre os planos de suas mães, e as coisas começam a perder o rumo quando elas descobrem que Cadence tem Leucemia. Elas decidem visitá-lo (até aí tudo bem) e passar uma semana lá, sendo que ele pediu para passar um tempo com Sphinx antes de morrer. Mas, na presença de Cadence, Sphinx parecia perder o controle; no começo, ela tentou ser forte e lutar contra a natureza autoritária de Cadence, mas aos poucos ela foi cedendo e cedendo mais e, mesmo que ele a machucasse, ela continuava dizendo "está tudo bem, eu estou bem, não foi nada". Tipo, o que essa menina tem na cabeça?

Por trás do comportamento agressivo e confuso de Cadence há mais que uma vida jovem jogada fora; Cadence guarda um segredo que, se Leigh ou Sarah soubessem, nunca teriam permitido que Sphinx estivesse na Inglaterra. Não darei spoiller, mas digo que achei isso um ponto interessante de ser tratado no livro; nunca li um livro que falasse sobre esse assunto e achei curioso o modo como a autora desenvolveu a história sobre ele. 

Os personagens não são muito marcantes; Sarah não interfere muito na história, Leigh está perdida dentro de si mesma, sofrendo antecipadamente pela perda precoce do filho, Sphinx é, como eu falei, confusa e Cadence é um dos personagens mais chatos que eu já vi até hoje. Tá, eu sei que ele não tem culpa de ser como é, mas isso não muda o fato de que ele era insuportável.

Como eu já comentei, o livro começou de uma forma intrigante; eu gostei da escrita da autora e a forma como Sphinx contava sobre o passado era encantadora. Por trás daquela história, tinha algo um pouco surreal e isso foi um poucos pontos positivos do livro.

No fim, avaliei o livro com três estrelas; tinha uma expectativa sobre ele e ele não conseguiu nem de longe atingí-la. Mesmo que tudo o que aconteceu no livro possa ter uma explicação, não foi do meu agrado. 

Por favor, se você já leu esse livro e gostou, não deixe de comentar aqui me dizendo o porque. E, quem não e quer tirar as próprias conclusões... esteja à vontade.



7 comentários

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6 de junho de 2015 11:10 delete

Li alguns comentários sobre o livro e até agora, nenhum que tenha agradado de verdade da história. Ainda não li, mas deu para perceber que é uma trama um pouco confusa, pelo menos, não conseguiu chamar minha atenção. O fato, também, de os personagens não serem marcantes, como você mencionou, tirou total a minha vontade de ler. Ponto positivo para a capa. Linda!!

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Unknown
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7 de junho de 2015 06:52 delete

Hello!
Estou conhecendo o livro pelo seu blog. Que nomes diferentes esses dos protagonistas... Custei a ver quem era a moça e quem era o rapaz.
Realmente o início me cativou a conhecer melhor a estória e no meio embolou tudo.. Como vc disse começou bem e depois desanda.
Só de ler a resenha ja achei esse Cadence chato tb... Nossa, parece perverso e mimado... E essa menina realmente é uma doida, deixar o menino machucar ela assim?
Me interessei pelo livro apesar disso. Quem sabe eu gosto mais qdo ler tudo ne?
Bjus

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Unknown
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8 de junho de 2015 09:13 delete

Embora você tenha afirmado na sua resenha que o livro te decepcionou um pouco, e nos demais comentários as pessoas também afirmarem não ter ficado muito entusiasmadas para a leitura, eu, embora nunca tenha ouvido falar dele e nem da autora, amei a sinopse e a resenha e fiquei doida pra ler! hahaha Gosto é gosto né?! Amo livros com esta temática meio dramática, um tanto quanto "pesada", por assim dizer... Enfim, pretendo ler logo!

Beijos ;)

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9 de junho de 2015 17:01 delete

Adorei a sinopse...só por ela eu teria comprado o livro hehehe...mas lendo a sua resenha fiquei com receio...se um dia tiver a oportunidade leio e ti digo minhas impressões

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Unknown
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10 de junho de 2015 10:54 delete

Fiquei bem curioso quando vi a sinopse. Depois dessa resenha, se eu ler, é pra descobrir o tal segredo. Também não gosto quando o livro desanda e sinto que eu odiaria não só Cadence nessa história...

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Tamara Costa
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11 de junho de 2015 17:15 delete

Poxa, eu também odeio quando o livro me dá aqueeela expectativa e do nada o tapete vai puxado, acho frustrante. Esse ano tive muito livros nesse estilo ;/

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27 de junho de 2015 09:51 delete

Oi Henrique.
Então, essa cena de o Cadence esmagar uma borboleta é um tanto que impactante. Personagens que não sentem me intrigam demais porque sempre vai haver um motivo para eles serem assim. Há menos que sofram de alguma doença e até onde eu saiba leucemia não tem nenhuma relação com perda de sentimentos.
Acho que entendo o motivo de Sphinx aceitar todo o sofrimento que Cadence a provoca nessa estadia na Inglaterra. Afinal, ele vai morrer. Sua existência vai ser apagada. Se ele quer ser bruto com todos que seja. Não sabemos se vai haver uma outra vida após a morte. Se houver, ele vai se arrepender pelos atos hostis.
Só não me diga que eles vão se apaixonar em UMA semana pq isso eu não vou conseguir digerir direito.
Quanta às mães deles, que coisa clichê essa da virada do sexo de prometer a união dos filhos? Se fosse romance de época Sphinx e Cadence iriam se casar contra a própria vontade!
Enfim, fiquei um tanto que interessado em ler esse livro. Já vou me preparar para o temperamento insuportável do Cadence pq toda pessoa que está prestes a morrer se torna chata pra caramba (Hazel, de ACEDE, é uma dessas).
Obrigado pela resenha, Henrique. :D
Abraços

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