[RESENHA] A Mais Pura Verdade

07:14 1 Comments A+ a-


A MAIS PURA VERDADE
Autor: Dan Gemeinhart
ISBN: 9788581636337
Editora: Novo Conceito

- cedido em parceria com a editora -

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Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha. Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças. Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram. Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça. A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

Para quem não sabe, postei há algum tempo minhas primeiras impressões sobre o A Mais Pura Verdade (sobre as primeiras 95 páginas) e essa resenha vai ser apenas a conclusão do pensamento que comecei lá rs

O livro fala sobre Mark, um garoto de 12 anos, que tem um cachorro chamado Beau e uma melhor amiga chamada Jessie. Mark é um garoto como qualquer outro; adora poemas, fotografias e seu grande sonho é escalar uma montanha.

Para ele, essa seria uma vida incrível, se não fosse pela sua doença; Mark está muito doente e desde quando era mais novo vem fazendo tratamentos, mas tanto ele quanto Jessie não sabiam o que era. Eles achavam que Mark apenas ficava doente muitas mais vezes que as crianças normais, mas, quando ele descobre toda a verdade, ele foge de casa levando consigo Beau, sua câmera, algum dinheiro e um plano pra lá de mirabolante; escalar o Monte Rainier! 
Isto é uma coisa que eu não entendo: por que as pessoas gostam de levar consigo uma coisa que as faz lembrar de que suas vidas estão indo embora.
No livro, os capítulos são intercalados por "sub-capítulos"; ora narrados por Mark, ora na visão da família que está desesperada em busca dele, da polícia ou de Jessie. Achei bem legal os capítulos serem enumerados assim: "Capítulo 1", "Capítulo 1 1/2" e terem um acompanhamento da distância que falta para Mark alcançar seu objetivo.

Mark é um garoto muito inteligente e cativante e deixa o leitor apreensivo sobre o que vai acontecer com ele em tal momento, se ele vai conseguir terminar mesmo aquela jornada e essas coisas. Além do presente, às vezes temos lembranças de Mark da sua infância e percebemos como tudo vai se encaixando em sua mente agora que ele sabe a verdade.
Mesmo a muitos quilômetros de distância, um amigo ainda pode segurar sua mão e estar ao seu lado.
Os capítulos são curtos e o livro tem uma fonte com tamanho bem agradável para a leitura e acabamos lendo bem rápido, cativados pela aventura de Mark e Beau. Dan Gemeinhart tem uma escrita leve e simples, que facilita a leitura e a torna mais gostosa de ler; afinal, não deveriam ser assim os livros juvenis?

Como eu já comentei, o autor consegue deixar o leitor apreensivo em certos momentos do livro, quando Mark está passando por alguma dificuldade. Algumas cenas me deixaram nervoso haha Fora isso, o restante do decorrer da trama é calmo e ao mesmo tempo instigante; o leitor, ao ler, quer muito saber como aquilo vai terminar, se Mark vai conseguir, se Jesse vai cumprir uma promessa feita a ele... Dan prende o leitor até o fim.

A Mais Pura Verdade, diferente do que muitas pessoas pensam, não é só mais um livro sobre câncer. O livro fala sobre vida, família, lealdade, amadurecimento e carrega muitas mensagens, envoltas por uma aventura e tanto. Em suma, o livro é muito bom. Não entrou para os meus favoritos, mas é instigante, criativo e emocionante; vale a pena ler. 


1 comentários:

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Ju M
AUTHOR
7 de novembro de 2015 10:39 delete

Eu tenho um pouco de curiosidade de ler esse livro, em que pese seja uma narrativa bem juvenil. Acho que o gostoso do livro é ter uma aventura legal enquanto aborda temas mais profundos como a doença (mesmo que não seja o foco) e o relacionamento com a família e ainda ser suavizado com o companheirismo entre o protagonista e o cachorrinho

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